Na ante sala de um Cárcere

Postado por em janeiro, 2018 em Blog | 0 comentários

Na ante sala de um Cárcere

“Para que nos preocuparmos com a morte? A vida tem tantos problemas que temos de resolver primeiro.” [Confúcio]

Um vencedor de gigantes não deve se intimidar com o que seus olhos veem.

As vezes temos que parar e questionar os nossos gigantes exatamente como fez Davi…

Quem é esse filisteu incircunciso para desafiar os exércitos do Deus vivo? … ” [1 Samuel 17, apenas parte do versículo 16]

Não devemos achar que não podemos enfrentar gigantes só porque nos parecem grande demais. Precisamos encará-los de frente, de igual para igual.

O gigante até pode ter o seu tamanho e a força a seu favor, mas, nós temos a inteligência e principalmente Deus a nosso favor.

Aproveitando esse gancho gostaria de lhe contar uma breve história de muitas outras que aconteceram comigo e que quase me levou a cometer um grande erro em minha vida. Tudo porque achei que o gigante era grande demais e por isso acreditava que jamais conseguiria vencê-lo.

Esse foi um gigante que apareceu em minha vida porque não dei a devida atenção a ele enquanto ainda estava pequeno, foi crescendo e chegou o dia de enfrentá-lo. Um gigante criado por pura displicência. O mais engraçado é que o gigante não era tão forte e grande como pensava. Eu devido as circunstâncias que passava naquele momento, acabei aumentando demais o seu tamanho, tornando-o muito maior do que era de fato e quase entreguei minha vida por isso.

Ao final dessa história pude perceber o quanto, muitas vezes, sofremos por nada ou na maioria das vezes por quase nada. Muitas das nossas histórias fazemos durar muito tempo por puro medo de enfrentar o gigante impedindo por esse mesmo tempo sermos pessoas vitoriosas, livres e felizes.

A minha atitude diante do problema que mostrarei a seguir foi exatamente a mesma atitude que tiveram o rei Saul, os soldados e o povo de Israel ― 1 Samuel, versículo 24, ênfases adicionadas: “Porém todos os homens em Israel, vendo aquele homem, fugiram de diante dele, e temiam grandemente.”

Nesse período passava maus momentos, quase tudo dava errado em minha vida, por conta desse episódio e talvez por ser a gota que faltava para transbordar o cálice, pensei em fugir, largar os filhos e a esposa, até mesmo me suicidar e acabar de vez com meu sofrimento. Vamos então a mais esse capítulo da minha conturbada história.

O primeiro gigante a gente nunca esquece.

Tudo aconteceu na ante sala de um cárcere. Era um lindo dia de sol e havia decidido dar um role na orla da praia, mas, logo após tomar o meu café da manhã recebi uma intimação que exigia a minha presença na delegacia de polícia para dar alguns esclarecimentos sobre um assunto que não explicitava exatamente do que se tratava.

Naquela época havia acabado de falir uma de minhas empresas e estava as voltas de muitas ações na justiça e não estranhei muito a tal intimação, pelo menos a princípio.

Logo após ter recebido essa intimação liguei para meu advogado que me tranquilizou e marcamos para ir juntos até a delegacia no dia e horário marcado.

Ao chegarmos próximo da delegacia o meu advogado sugeriu para que eu aguardasse no carro em uma rua próxima. Dizia ser mais prudente saber o que estava acontecendo antes de me apresentar ao delegado. Depois de algum tempo de angustiosa espera apareceu o meu advogado trazendo junto dele um policial armado o qual me deu voz de prisão. Tecnicamente, naquele momento, estava preso.

Na hora não entendi muito bem o que estava acontecendo, fiquei perplexo com toda aquela situação. Me sentia traído pelo meu advogado que me entregara tão facilmente aos policiais, sem ao menos ter a consideração de me preparar antes.

Fui levado pelo policial em direção ao cárcere da delegacia de polícia. Ao caminhar pelos corredores até a carceragem, talvez pelo fato de bem-vestido (terno, gravata, etc) pensavam ser um peixe grande, como dizem. Na medida que passava por elas diziam umas para as outras em voz alta: “Eh! Fulano (nome do policial) pegou um peixe dos grandes dessa vez.” Me sentia um troféu na mão daquele policial. O alvoroço era tão grande na delegacia que parecia que haviam pego o Bin Laden no ápice da sua fuga.

Com as mãos para trás e já na ante sala da carceragem, lá estava eu, o dantes todo poderoso, TREMENDO de medo. O carcereiro e meu advogado em companhia de outras pessoas estavam longe de mim e naquele instante iniciaram uma roda de conversas em relação a minha prisão. Como estavam distantes não conseguia entender o que discutiam com muita clareza. A pressão e o estresse que sentia naquele momento era tão grande que não me atentei ao principal — Perguntar o motivo pelo qual tinha sido preso. Quando pude foi exatamente essa a minha pergunta.

Por que estou sendo preso?

A resposta que já era de se esperar de um “carcereiro” foi ríspida. De forma seca e objetiva respondeu que estava apenas cumprindo uma ordem judicial e me mostrou o mandado de prisão que o autorizava me prender. A verdade é que nem consegui ler o que estava escrito. O medo e o estresse que passava naquele momento era tão grande que já estava trocando o nome do João por Genésio, quanto mais ler com clareza um mandato de prisão.

Colocaram-me de mãos para trás e de frente para as grades da carceragem, mais exatamente a um palmo de distância entre a grade e o meu nariz. O que queriam mesmo era me intimidar. A essa distância conseguia ouvir os presos gritando, exclamando palavras de baixo calão, as quais não é de bom tom repeti-las por aqui. Tremendo de medo e com os olhos fixos na grade da carceragem lembrei-me de orar a Deus e pedir a Ele me protegesse e não permitisse que nenhum mal acontecesse comigo ao entrar na cela.

Ainda de frente para as grades da carceragem o carcereiro deu sua última cartada. Chamou meu advogado de canto e conversaram por alguns minutos, após a conversa vieram me fazer uma proposta. A proposta era que para não ser preso deveria dar ao carcereiro uma quantia em dinheiro.

O problema é que por conta das dificuldades que passava naquele momento eu não tinha dinheiro, muito menos a quantia que me pediam. Naquela época meus bens e minhas contas bancárias estavam todas bloqueadas.Disse ao carcereiro que não poderia tentar conseguir o dinheiro ali preso. Depois de muita pressão e conversinhas mal-intencionadas o carcereiro acertou com meu advogado que não me prenderia naquele momento nutrindo a expectativa de que eu conseguiria o dinheiro que havia proposto, isso no prazo de vinte quatro horas. Não nego que senti certo alívio naquele instante. Mesmo sabendo que não teria como conseguir o dinheiro. Mas só o fato de poder adiar a angustia já estava valendo para mim, mesmo sabendo que seria preso de qualquer maneira no dia seguinte.

A essas alturas já começava a arquitetar a mais espetacular e jamais vista fuga de todos os tempos. Algo do tipo “A grande fuga”. Saí da delegacia o mais rápido que pude, chorando, envergonhado, sentindo uma mistura de raiva, ódio, desespero e outros sentimentos. Porém um deles era o pior de todos, sentia um medo que jamais havia sentido antes. Tremia e temia de medo que chegava a doer o estômago.

A recomendação do meu advogado foi que iriamos comparecer no dia seguinte de qualquer maneira, pois tinha dado a sua palavra que estaríamos lá, portanto, se eu não quisesse ser preso precisava arrumar o dinheiro de qualquer jeito.

Mas enquanto ainda estava na ante sala do cárcere, sofrendo as malditas ameaças do carcereiro, um amigo ligou para minha casa para conversar comigo e saber como eu estava. Segundo especulei ele ligou por volta do mesmo horário que havia orado a Deus, quando estava de frente para o carcere. Lembra-se?

Minha esposa disse a ele o que havia acontecido. Esse amigo também advogado, preocupado comigo ligou para meu celular para saber das coisas e contei tudo exatamente do jeito que havia acontecido. Senti naquele instante que essemeu amigo ficou muito incomodado com que ouviu, mas, não me disse nada. Cheguei em casa no começo da noite muito desesperado e o medo tomava conta da minha alma. Não conseguia parar de pensar no que teria de enfrentar no dia seguinte. Já tarde da noite decidi ir para o quarto tentar dormir um pouco. Sem sucesso! Afinal quem conseguiria dormir com um gigante desse me atormentando.

Passei a noite todo encolhido na cama, chorando e pensando no dia seguinte. Muitos pensamentos vieram nessa noite. Pensava no perigo, na vergonha, na injustiça, imaginava-me na prisão, em fugir e até cheguei pensarem suicídio, esse pensamento vinha a mente a todo instante, sem trégua. Cheguei a pensar que Deus havia me abandonado e que tudo o que tinha aprendido em relação a Ele não passava de uma balela inútil.

Era uma mistura de medo e decepção.

No dia seguinte, logo pela manhã, preparei uma pequena mala e coloquei nela uma escova de dentes, uma muda de roupa e um par de chinelos, acompanhado de um punhado de esperanças. Preparava-me psicologicamente para me apresentar logo mais ao carcereiro. Enquanto me preparava recebi uma ligação do meu advogado perguntando se havia conseguido o dinheiro, disse que não e marcamos nosso encontro na delegacia para que minha prisão fosse consolidada.

O fato é que ninguém acreditava que aquele homem bem-vestido e próspero num passado recente não tinha dinheiro para se livrar da cadeia. A maioria das pessoas ainda me via como um empresário bem-sucedido e dificilmente conseguiria convencê-los de me emprestarem algum dinheiro. Acho que todos pensavam que eu havia dado um golpe no mercado e que o dinheiro estava depositado em algum banco nas Bahamas.

Próximo da hora do almoço, para minha felicidade, o meu amigo advogado me ligou dizendo que eu não precisaria mais me apresentar na delegacia, melhor ainda, que já havia resolvido o problema e que estava de posse do contramandado de prisão expedido pelo juiz, o mesmo que havia me mandado prender. E ainda de forma bemcategórica me alertou para tomar muito cuidado com o meu advogado, pois, tinha fortes indícios que ele e os policiais haviam armado um golpe com o propósito de me extorquir dinheiro.

Alguns anos atrás havia sido fiel depositário de uma impressora no valor de duzentos reais, por conta de uma fiscalização que uma de minhas empresas havia passado.

O que levou o juiz emitir um mandado de prisão foi o fato de terem me procurado em um endereço onde não estava mais, e por não me acharem nesse endereço o juiz não teve alternativa a não ser o de expedir um mandado de prisão. Quando isso acontece, uma mudança de endereço, um bom advogado deve avisar ao juiz o novo endereço, o que não foi feito.

O meu amigo advogado foi ao fórum, pagou o valor de míseros duzentos reais, correspondente ao valor da impressora e já de posse do contramandado de prisão fomos até a delegacia conversar com o delegado e o carcereiro.

Quando chegamos a delegacia meu amigo pediu para que eu aguardasse no corredor. Ele queria entrar na sala do delegado sozinho. Não fiz a mínima questão de entrar, pois,o que queria mesmo era sair de lá o mais rápido possível e voltar a viver em paz.

Mas mesmo do lado de fora da sala do delegado conseguia ouvir os berros do meu amigo repreendendo o delegado, meu advogado e o carcereiro pelo que haviam feito. Ameaçava-os dizendo que sairia dali direto para a corregedoria e OAB denunciá-los. Ouvia desculpas daqui, não sabia disso dali, todos covardes.

Sai da delegacia feliz da vida.

Acho que nunca senti tamanha felicidade. Tentava abraçar o meu amigo sem muito sucesso, era um homem enorme, bem gordo, mas havia nele algo muito maior ― o seu coração e a valentia.

Esse livramento se iniciou quando estava a uma distância de um palmo entre o meu nariz e as grades da carceragem. Foi exatamente nesse momento entre ser preso e ser solto que o livramento de Deus se iniciou. Foi nesse momento que lembrei no meio de toda a confusão que tinha um Deus no qual acreditava e que sempre foi fiel comigo. Mesmo nutrindo um medo infernal naquele instante de frente para as grades, lembrei-me de baixar minha cabeça, com as mãos para trás, orei e Lhe entreguei o destino da minha vida.

A verdade é que sofri tanto naquelas vinte e quatro horas, por nada.

Por causa dessa e de tantas outras histórias que vivi parecidas e até piores cheguei à conclusão que vivemos nossas vidas nutrindo sentimentos maléficos plantados em nosso arquivo mental para que desistamos de lutar pela vida.

Na verdade vivemos nossas vidas como se estivéssemos sempre em uma ante sala de um cárcere.

Sofrendo por antecipação.

Acreditando que o gigante é grande demais.

Aprendi que o pior cárcere não é o que aprisiona o corpo, mas o que asfixia a mente e algema a esperança.

Temos a tendência de amplificar o real tamanho dos problemas. Fazendo exatamente como fez o povo de Israel, encarando o gigante com pessimismo. Acreditando que o pior acontecerá. Boa parte da minha vida vivi assim. Com medo de que alguma coisa de mau, a qualquer momento,“poderia” acontecer comigo.

Uma certa época da minha vida vivia um momento muito difícil, eram gigantes batendo a minha porta quase todos os dias. Tive por força das circunstancias sair da casa que morava e fui morar numa casa mais simples emuma rua bem movimentada. Não tinha mais escritório e tentava trabalhar sentado no sofá de frente para a janela da sala onde havia uma janela que dava para essa rua. Abria um pouquinho a fresta da veneziana, o suficiente para que eu pudesse ver o movimento da rua sem chamar a atenção de quem passava. Lembro-me de quantas e quantas vezes me senti amedrontado só porque um carro parava em frente da minha casa e ouvia o puxar do freio de mão ― Creeek!!! Quando ouvia esse som um sinal de alerta acendia dentro de mim e logo pensava ― “Meus Deus! É um oficial de justiça trazendo más notícias!” Algumas vezes era mesmo, mas, na maioria das vezes não. Era apenas alguém estacionando o carro em frente de casa sem qualquer motivo relacionado a minha amedrontada pessoa.

Os motivos que nos levam a ter esses tipos de sentimentos são vários, poderia escrever um livro somente mencionando-os. Pode ser uma doença, um desemprego, uma separação, uma ação na justiça, um filho drogado a falta de dinheiro, etc. Esses são alguns poucos exemplos. Na verdade são tantos os motivos que aparecem,que parece, não ter mais jeito para nossas vidas. Se pararmos para pensar quantos e quantos momentos passamos alimentando esses sentimentos para no fim não dar em nada.

De fato existem certos gigantes que são realmente difíceis de serem enfrentados. Uma doença por exemplo. Uma notícia que podemos morrer por causa dela tem a força avassaladora de um verdadeiro gigante e com poder de nos fazer desistir de viver dependendo da doença que teremos de enfrentar.

Faça o teste! Repita sistematicamente em sua mente a frase “eu estou com dor de cabeça… Eu estou com dor de cabeça …” depois de algum tempo veja o resultado.

Creio que muitas vezes o que mata não é a doença em si mas a crença de que não tem mais jeito para gente. Quando isso acontece o sistema imunológico recebe essa informação, relaxa e para de trabalhar em prol da cura. E, é nesse momento que a doença toma conta de vez do corpo. E o que “achamos” inevitável acaba acontecendo de fato. Ou seja, muitas vezes nos entregamos na bandeja ao gigante sem qualquer resistência. Tudo porque “achamos” alguma coisa e não a certeza da vitória. Apesar de que quando “achamos” uma coisa de forma contundente o que achamos se torna uma “certeza” contumaz. Pois as palavras produzem poderosos efeitos bioquímicos.

A crença sistemática no fracasso é uma forma de envenenar a mente. Quando insistimos em nutrir emoções negativas, afetamos a nossa fisiologia. Testes indicam que no momento que um paciente é diagnosticado e junto é dado um rótulo para seus sintomas ― seu estado se agrava. Rótulos como o “câncer”, “esclerose múltipla” e “doença cardíaca” tendem a produzir “pânico” nos pacientes. Levando-os ao desamparo e a depressão. Acarretando, por isso, a deterioração da eficácia do sistema imunológico do corpo.

Outro dia um grande ícone do basquete brasileiro e, porque não do mundo, Oscar Schimdt, encheu meus lindos olhos cor de jabuticaba de lágrimas. Soube pela TV que ele estava lutando contra um câncer no cérebro e lembro de uma curta, inteligente e objetiva resposta que deu a um repórter quando lhe perguntou algo sobre a sua doença. Ele disse: “Não estou nem ai! Essa doença se deu mau, pegou o cara errado! Agora vou matá-la!” Achei o máximo! Já o respeitava como atleta, mas a partir dessas palavras comecei a respeitá-lo também como homem. Mas não parou por ai, por conta do câncer ter sido no cérebro, continuou dizendo: “Meus pensamentos irão destruí-lo!”

Esse cara é:

1 vez Campeão Colegial.

2 vezes Campeão das Economíadas.

6 vezes Campeão Universitário.

1 vez Campeão dos Jogos Abertos de São Paulo.

1 vez Campeão da Copa Itália.

2 vezes subiu da A2 para a A1 italiana.

3 vezes Campeão Carioca.

3 vezes Campeão do torneio início de São Paulo.

4 vezes Campeão Paulistano.

5 vezes Campeão Paulista.

9 vezes Campeão Brasileiro.

7 vezes Campeão Sul-Americano.

2 vezes Campeão da Copa América.

2 vezes Campeão Pan-Americano.

1 vez Campeão Mundial.

7.693 pontos marcados em 326 jogos pela Seleção Brasileira durante 20 anos de participação.

49.737 pontos marcados na carreira em 1.615 jogos.

Jogou 5 Olimpíadas onde marcou 1.093 pontos.

Comendador da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho

Embaixador do Turismo do Rio de Janeiro

Benemérito da Federação Carioca de Basquete

Embaixador de Brasília

Comendador da Soberana Ordem do Mérito do Empreendedor JK

Benemérito do Estado do Rio

Rock Rio, Embaixador por um Mundo Melhor

Ordem do Mérito das Forças Armadas, Grau de Oficial

Benemerenza Civica a Caserta

Benemérito do Basquete

Ordem do Mérito Naval

Medalha da Inconfidência (Estado de Minas)

Comendador da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho

Medalha Tiradentes (Estado do Rio)

Medalha Pedro Ernesto, Pref. do Rio

Medalha Felipe Camarão, Pref. Natal

Medalha Mérito Esportivo da Presidência da República do Brasil

Nelson Mandela, Luta contra Racismo

Medalha da Presidência da República Italiana

Cidadão Paulistano

Oscar Schmidt entra oficialmente no Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (FIBA) junto aos maiores ídolos do basquete internacional de todos os tempos.

Nossa! Que belo currículo, não é mesmo?

Pois é! Mas de nada valeria ter um currículo desse se a sua resposta ao jornalista fosse a de um pessimista derrotado. Ele poderia ter jogado tudo o que conquistou com tanto suor em alguns segundos no ralo da derrota. Mas felizmente foi ao contrário, saiu vencedor novamente. Para mim a maior vitória da sua vida. Nenhuma das honras que recebeu se compara a essa, a qual, para mim, firmou-o de vez como um verdadeiro vencedor.

“Um vencedor de gigantes deve ter o orgulho das suas cicatrizes. Um verdadeiro vencedor de gigantes tem orgulho das marcas que ganhou em suas batalhas. Pois são exatamente essas cicatrizes que dão legitimidade as suas vitórias. Elas tem o poder de nos lembrar que vencer é algo extremamente possível.”

Se você tiver a oportunidade (desejo sinceramente que nunca venha a ter) de acompanhar alguém com câncer verá algo que chega ser comum entre muitos, decerto que não são todos os casos. Via de regra estão bem enquanto não tem conhecimento da doença. Praticam esportes, vão ao teatro, restaurantes, passeiam, estudam, fazem planos, etc. Mas quando descobrem sobre a doença quase que instantaneamente as vemos cair como um tijolo lançado do décimo andar de um prédio rumo ao asfalto. É só o tempo do tijolo percorrer todo o caminho para se espatifar no chão. Em pouco tempo as vemos como se tivessem doentes a muitos anos. O semblante muda, os pensamentos e a conversa também. Agora com um pessimismo ímpar. De certo que não deve ser fácil enfrentar a notícia de estar com uma doença como essa. Mas, pensar que, já que está nessa briga, enfrentá-la com altivez e coragem pode ajudar mais a curado que atrapalhar como costuma fazer o pessimismo. Entregar-se a doença só antecipa a decadência do sistema imunológico.

Mudar o foco pode ajudar muito na conquista de sua vitória.

Davi perguntou aos soldados que estavam ao seu lado ― “O que receberá o homem que matar esse filisteu e salvar a honra de Israel? [Parte do versículo 26 de 1 Samuel 17, ênfase adicionada]

– Talvez tenha dito isso porque seria Davi um mercenário?

– De certo que não!

Para mim seria apenas uma tentativa de mudar o seu foco. Pois se colocasse o seu foco onde seus compatriotas estavam colocando teria sido derrotado como eles. De certo teria voltado para casa, a sua zona de conforto e desistido de lutar contra o gigante maldoso.

Nem sempre o que parece ser é de fato aquilo que parece ser.

Uma pessoa pode ver um furo no pneu do carro em um dia chuvoso como uma baita falta de sorte. Enquanto outra pessoa pode ver o mesmo furo como uma dadiva divina e agradecer a Deus por ter permitido furar seu pneu, e assim, evitar continuar em sua trajetória, a qual faria se deparar com uma carreta passando o farol vermelho a sua frente, desgovernada a mais de cento e vinte quilômetros por hora. Ou seja, muitas das coisas que acontecem em nossas vidas, as quais a princípio nos parecem ter sido ruins, podem perfeitamente não ter sido tão ruins como pensávamos. Talvez seja somente uma questão de interpretação por conta da atenção que damos no que está acontecendo ao nosso redor.

Um deles ficou focado no pneu, na chuva e na falta de sorte, enquanto o outro, por sua vez, olhou o pneu e aproveitou para dar uma olhada ao redor. Essa atitude permitiu ver a carreta desgovernada e entendeu a baita sorte que teve ao furar seu pneu.

É parceiro! As vezes só precisamos dar uma olhadinha para o lado para ver quanta sorte temos, mesmo, nos momentos que nos parecem ser os piores das nossas vidas.

Uma doença, um desemprego, uma separação pode perfeitamente não ser exatamente o que estamos vendo naquele momento. Nessa hora a melhor coisa a se fazer é parar e dar uma boa olhadela para ver o que está acontecendo ao nosso redor. Mas, o mais importante mesmo é nutrir uma confiança inabalável em Deus. Não basta apenas falarmos da boca para fora que confiamos nEle, temos que ir além das palavras, temos que pôr em prática. É o momento de colocar em prática tudo o que acreditamos, superando a nós mesmos. O fato é que uma confiança inabalável em Deus é o passaporte com visto permanente para onde queremos ir. É o único meio de chegarmos a uma vitória. É por isso que precisamos depositar nEle toda a nossa confiança, isso em todas as situações, mas principalmente naquelas mais difíceis e que nunca nos confrontamos antes.

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